
Um encontro inesperado, próximo ao Palácio Real de Madrid, noite caindo, frio chegando e, sentado em um barzinho, saboreando um vinho espanhol, ouvi o som de um violão soltando uma música brasileira.
Cheguei de mansinho, ouvi quieto e pedi, em bom português, "Garota de Ipanema". O moço me olhou de cima para baixo e disse: - Se cantar eu toco. e eu cantei esta e mais outra. Saímos dali e fomos, nós dois, conhecer um outro lugar nas proximidades para fechar a noite.
Toledo, uma das mais belas cidades medievais da Europa, é daquelas que se você errar uma saída, no labirinto que corta toda a cidade, ficará perdido e precisará de um guia. Saímos do trem, vindos de Madrid, nos perdemos logo na subida e andamos em círculo por um bom tempo, duas horas depois encontramos um bom lugar para um almoço, andamos um pouco mais e, finalmente, a praça principal e um lugar para sentar, pedir um café e descansar um pouco o corpo castigado.
Nosso primeiro dia em Lisboa, em setembro de 2008, após uma longa viagem e uma noite para conhecer um bom restaurante, um bom repouso e no dia seguinte começamos a jornada de vinte e dois dias por cinco países. Começamos pelo Centro Histórico de Lisboa e ali vi algo que sempre gostei e vivenciei em toda minha infância e juventude, uma Banda de Música, e, claro, parei em frente a uma banca de jornais e vi a banda passar tocando os dobrados que eu já conhecia desde o tempo da Banda Sete na minha Miracema.
Este lugar é chique, elegante e frequentado pela elite da Europa e eu, ainda criança lia as revistas da mana Eliane e me encantava com as fotos das mulheres bonitas e charmosas no Cassino Estoril, em Portual. Ainda vou lá, dizia para minha mãe.
E fui, em 2008, e senti de perto uma emoção que só não foi maior porque além de ser ainda cedo, o Cassino estava fechado, eu também não poderia adentrar ao recinto, veja só que estou de bermuda e assim só a foto no portão principla e ficaria para outra oportunidade a visita de realização de sonhos de criança. Mas valeu a visita.
Na primeira reunião do grupo, ainda no hotel em Lisboa, a guia falou: - Vocês amanhã conhecerão umdos lugares mais bonitos de Portugal, Cascais, uma praia famosa e com direito a um bom bacalhau e um vinho de ótima qualidade. E teve gente que não acreditou e fez beicinho;
E lá fomos nós, depois de pasar por Estoril chegamos a este lugar incrivel, uma praia linda e uma orla mais linda ainda. E o bacalhau? Especial assim como o vinho servido. E o melhor, estava incluído no roteiro.
Sempre soube que os bares de Portugal eram modelos para o Bar Pracinha, o antigo, lá de Miracema, e nesta viagem pude ver de perto um destes e digo com certeza, sim, o Bar Pracinha tinha mesmo uma cara portuguesa, com certeza, na bela Sintra um dos cartões postais portugueses.
E não poderia, em hipótese alguma, me furtar o direito de pedir uma boa cerveja lusitana, ficar em pé no balcão, como faria se no tempo do Bar Pracinha antigo se idade tivesse para saborear uma boa cerveja brasileira.
Aqui realizamos o primeiro sonho da viagem de 2008, conhecer o Santuário de Fátima, que foi nosso primeiro destino solicitado ao Júnior, na Esperança Turismo, que fechou nosso roteiro. E, como não poderia ser diferente, eu e Marina nos emocionamos e pedimos a Nossa Senhora a proteção para nossa viagem e para nossa vida.
Foram quatro horas de pura emoção, uma missa, um passeio pelo entorno do Santuario e orações para família e amigos que ficaram no Brasil torcendo para que tudo corresse muito bem.
Nos despedimos desta primeira passagem por Portugal em Monsanto, uma vila tipicamente portuguesa, na fronteira com a Espanha, nosso próximo destino, e por lá a chamada saideira de Portugal, um belo e farto almoço, claro que uma bacalhoada à moda lusa, e um vinho para completar o cardápio.
Dali seguimos para Madrid em uma viagem de oito horas por uma bela estrada onde pudemos ver as árvores da cortiça, o sobreiro, olhar atentamente para os criadores dos famosos porcos "pata negra" de onde fazem os mais famosos presuntos espanhóis.
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