Paraíba, sim senhor!


 

Fechando o ano de 2017, escolhemos a Paraíba como destino final da temporada — e não nos decepcionamos. João Pessoa, Cabedelo, Cabaceiras, Cariri e o Sertão paraibano nos receberam com cenários únicos. Entre eles, o maravilhoso Lajedo de Pai Tomás, um lugar bucólico onde o pôr do sol se revelou um dos mais belos que já vimos em todo esse tempo de estrada.

E, falando em pôr do sol, nada se compara ao espetáculo da Lagoa do Jacaré. Enquanto a embarcação deslizava pelo Rio Paraíba do Norte, o saxofone de Juarez ecoava suavemente o Bolero de Ravel, embalando o momento em que o sol se escondia atrás das montanhas de Cabedelo.

João Pessoa é, sem dúvida, um dos destinos mais encantadores do Nordeste brasileiro. Foram sete dias intensos, cheios de aventuras pelo sertão e pelos rios da região, revelando uma beleza natural incomparável — tanto na capital quanto no interior da Paraíba.


Fim de 2017. A estrada nos levou até a Paraíba, destino escolhido para encerrar a temporada — e que escolha feliz! João Pessoa, Cabedelo, Cabaceiras, Cariri e o Sertão se abriram diante de nós como páginas de um livro antigo, cada lugar trazendo sua própria poesia. No Lajedo de Pai Tomás, o silêncio bucólico se vestia de ouro ao entardecer, e o pôr do sol parecia pintar o horizonte com pinceladas de eternidade.

Mas foi na Lagoa do Jacaré que o tempo parou. O barco deslizava suavemente pelo Rio Paraíba do Norte, e o saxofone de Juarez, como se fosse a própria voz da paisagem, derramava o Bolero de Ravel sobre as águas. O sol, majestoso, descia lentamente entre as montanhas de Cabedelo, e cada nota parecia acompanhar sua despedida, transformando o instante em ritual, em celebração da beleza.

João Pessoa revelou-se um encanto raro: sete dias de descobertas, aventuras pelo sertão e pelos rios, encontros com a natureza em sua forma mais pura. A capital, com sua delicadeza litorânea, e o interior, com sua força telúrica, mostraram que a Paraíba guarda não apenas paisagens, mas experiências que se gravam na alma.

Encerrar o ano ali foi como fechar um ciclo com música, luz e poesia — um presente que a viagem nos ofereceu e que permanece vivo na memória.

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