Eu & Ela por aí...
Sempre fui um apaixonado por geografia e pela história do mundo. Minha mãe, Lili, me incentivava a estudar e quando o tema era capital do mundo ela tinha a fórmula certa para eu decora-las e não fazer feio nas provas orais ou escritas do ginasial. Qual o rtifício? Simples, ela unia o futebol com as cidades e dava liga, como por exemplo: - Capital da Espanha? (Real) Madrid, e sempre citava um jogador famoso depois, naquele tempo era D'Stefano, o craque argentino. E assim fui tomando gosto pela matéria e, claro, lendo sobre estas cidades o amor por elas aumentou e o sonho de viajar ficou intenso, mas naquele tempo era somente um sonho.
Andava bastante pelas cidades vizinhas, férias em Laje do Muriaé ou Itaperuna, bailes e festas nas cidades do entorno de Miracema, como Pádua, Itaocara, Aperibé, no Norte Fluminense, naquela época não havia acontecido a divisão, e nas mineiras Palma, Leopodina ou Cataguazes. Sempre na companhia de grandes amigos, principalmente os que tinham carros que nos conduzisse até o local escolhido para o final de semana dançante.
O futebol me levou a Zona da Mata Mineira e a Região do Calcário, no tempo de atleta da bola percorri algumas cidades, umas dezenas delas, correndo atrás da redonda ganhando um dinheiro e me divertindo conhecendo praças, igrejas, ruas principais e os campos de futebol. Foram muitas por pouco tempo já que depois veio a música e esta também me levou a alguns palcos e a alguns salões de danças por diversos lugares capixabas, mineiros e fluminensees.
Veio o casamento e a "lua de mel" aconteceu em Nova Friburgo, mas o sonho de conhecer lugares distantes, de fazer turismo ainda era apenas um sonho realmente, longe estava conseguir tempo e dinheiro para realiza-los, mas aos poucos Marina foi acostumando com a ideia de viajar por aí e vieram as temporadas na praia, Marataízes foi a primeira e Guarapari entrou no roteiro anual de nossas férias, principalmente após a nossa mudança para Campos, que também ficou mais perto da Região dos Lagos que passou a ser nosso destino opcional.
Primeiro voo - Tio Frederico Campos, emprestado por ser casado com tia Yone, de Marina, foi escolhido Governador de Mato Grosso, o primeiro após a separação do estado e a criação de Mato Grosso do Sul, e férias de trinta dias conquistadas na conversa muito especial com meu "paitrão" Neffá El Kury, um libanês apaixonado por Miracema e que me acolheu como um filho em sua loja após eu ter vivido um dos piores momentos profissionais de minha vida. Mas esta é outra história e vamos falar da viagem pelo Mato Grosso, em dezembro de 1979 e que aconteceu de tudo um pouco, e só coisas maravilhosas diga-se de passagem.
Saímos do Galeão em voo da Cruzeiro, cinco horas de duração e com escalas em São Paulo e Campo Grande, a boa surpresa aconteceu logo na saída do Aeroporto de Congonhas e a entrada de modelos que seguiriam para um desfile em Campo Grande (MS) e ao meu lado sentou a então desconhecida Xuxa, com seu charme e elegância conquistou de cara meus dois filhos, Ralph já grandinho, e Gisele ainda bebê. Foi uma bagunça total na aeronave e cheia de fotos, delas, para registrar o voo para a fama.
Trinta dias de férias pelo Mato Grosso com direito a todos os pontos turísticos do Estado, como Pantanal, estância de águas térmicas, quedas d'agua e até me tornei assessor de imprensa provisório do Governado quando da inauguração da Rodoviária de Cuiabá. Explico: Os funcionários da TV em greve fizeram boicote e fui "convocado" para salvar o evento e ser o apresentador oficial e o mestre de cerimônias da festividade, que contou com a presença dos Ministros Delfim Neto e Mario Andreaza.
Voltamos a Cuiabá em 1981 e desta vez para atender ao convite do primo Frederico Carlos Filho e ser padrinhos de seu casamento com Agda em festividade que foi registrada como um dos grandes eventos do ano na capital do Mato Grosso.
Viagem de turismo e de férias começaram em 1993, com um longo passeio pela Serra Gaúcha, pacote fechado com a Soltetur, hoje exitinda, mas que era a grande operadora de turismo do país. E foi em um feriado prolongado, Semana Santa com Corpus Christi, emendados e por quinze dias, saímos do Rio de Janeiro e seguimos até Gramado, em um ônibus de luxo, confortável e semi-leito, e andamos por 24 horas por estradas que cruzaram os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Serra Gaúcha - Primeira parada Gramado, que serviu de base para os passeios a Caxias do Sul, Garibaldi, Bento Gonçalves e Canela, e durante oito dias permanecemos hospedados no Estrelas da Serra, um dos mais qualificados hotéis da melhor estância de inverno do país.
Logo que chegamos o primeiro "causo" de viagem aconteceu: O guia esqueceu de nós, chamou todos os viajantes do ônibus, dividiu os quartos e nos deixou lá no saguão, com frio e quietos em nosso cantinho. Os quartos foram divididos e... não havia mais o que fazer conosco. E a solução? Fomos premiados com a suíte especial, cheia de mordomia e vivemos cinco noites como se fosse nossa segunda lua de mel, só que com visitas quase que a todo momento, nossos companheiros querendo saber como conseguimos aquilo e não aceitavam a resposta "esqueceram da gente".
Mas em compensação, no segundo trecho da viagem, Porto Alegre, fomos recompensados com um péssimo quarto, pessimamente localizado, sob uma escada, e com barulho de hóspedes chegando ou subindo os degraus para alcançarem seus apartamentos, mas foram passeios bem legais nos três dias na capital gaúcha, que tivemos também a companhia de Célio Silva e família, o ex-zagueiro, amigo e conterrâneo, atuava no Internacional e tivemos a oportunidade de visitar churrascarias, participar de shows folclóricos e andar pela cidade para conhecer pontos turísticos de Porto Alegre.
E com mais uma longa viagem, saindo bem cedo do Rio Grande do Sul, chegamos ao final da viagem, em Curitiba, onde permanecemos por mais dois dias para fechar nosso programa e andar pela capital do Paraná vendo e admirando uma das mais belas cidades do Brasil.
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